Sonho de uma noite de verão verão como é ela só por imagem a tez ebúrnea lírio do campo a voz macia assim suave um modo de falar como aragem qual vento sul só que cálido ao lhe ouvir como que pálido fico a cismar doce imagem deixo em verso não me dá prosa um olhar cinza azulado um abraço imagino apertado como será seu beijo, goza? Charles Fonseca
Há debaixo do Equador uma linha de amor, fio escarlate e dela tece o destino saudade nas velas pandas do amor é de Capricórnio chamado o trópico que delimita tenue agonia de espera sofrida tipo agonia de negar um amar utópico o mundo dá muitas voltas querem me tirar de sua vida mas não posso, alguém cicia, a maré baixa, triste trópico
Um dia se for o caso voltarás a quem te hospedou por décadas e no seu peito em pétalas a ti ninou no berço um dia quem sabe ainda o encontrarás em agonia ou talvez em franca alegria a ti saudará, menina como a que foste ainda ao colo a te ninar alto de Ondina, a mirar o céu que descortina um sonho porvir, menina um dia já foi a tarde cobre o entorno um manto escuro, talvez nem haja mais nem muro Igreja da Graça a ti venha um chôro
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